Helge Doppler

Caduco, estranho, confuso. Sua orelha esquerda é deformada. O lóbulo é cercado por tecido cicatrizado. Ele mora num asilo, mas vive fugindo. Murmurando incessantemente, "vai acontecer de novo".

Peter, o terapeuta, é seu filho; Charlotte, a chefe de polícia local, é sua nora. Os dois vivem trazendo Helge de volta ao asilo quando ele foge. Ocasionalmente, Peter faz visitas a ele lá. Franziska e Elisabeth são suas netas. Para elas, ele é apenas seu velho e confuso avô.

Tentativa de assassinato de Helger

ALERTA DE SPOILERS!

Helge olha para trás em sua vida e se arrepende do que fez. Em 1986, ele serviu de capanga de Noah em seus experimentos de viagem no tempo. O jovem Helge é responsável pelo desaparecimento e a morte das crianças. Como um filme, a tragédia se desenlaça diante dos olhos do idoso: primeiro Erik desaparece, então Yasin. Helge sabe que acontecerá novamente, porque ele já abduziu as crianças, 33 anos atrás.

Helge quer parar seu eu mais novo. Ele foge do asilo, entra na caverna e atravessa o poço para o ano 1986. Ele tenta convencer o jovem Helge a parar o que está fazendo. Não tem sucesso. Finalmente, ele tenta matar seu eu mais jovem numa batida de carro — e tudo que consegue é matar a si mesmo. O Helge de 1986 sobrevive. O curso do tempo permanece intacto.

Ulrich suspeita de Helge e o segue na caverna para o ano 1986. Ele leva duas coisas com ele, coisas que ele encontrou no quarto de Helge no asilo: uma moeda de cinco centavos num barbante vermelho e o livro “Eine Reise durch die Zeit” (“Uma jornada pelo tempo”), de H.G. Tannhaus.